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ASRAMA. PROJETO ESCOLÁPIO APOIADO COM A CAMPANHA DE SOLIDARIDADE.

Asrama

Os Escolápios começaram sua jornada na Indonésia há apenas dois anos, chegaram em 2013, se estabelecendo na cidade de Atambua, a fim de conhecer a realidade do país, e ir lentamente descobrindo as necessidades e ações concretas que poderiam levar a cabo.

Após este período, onde colaboramos com escolas na área, se iniciou um projeto escolápio de educação não formal que consiste em ensinar inglês a crianças do bairro e realizar atividades de lazer e tempos livres. Durante este tempo conhecemos a rede educacional de Atambua, estabelecendo relações com outras entidades e internatos, onde são acolhidos adolescentes de cidades vizinhas, ou de Timor Leste, que vêm estudar na cidade.

Todo este conhecimento prévio da realidade levou à decisão de construir uma escola como uma das principais tarefas a serem executadas pela Escola Pia na área. É uma necessidade urgente. São muitos os jovens que, provenientes de cidades vizinhas, se mudam para Atambua para estudar no ensino fundamental e médio tendo que viajar longas distâncias para continuar os estudos e, na ausência de lugares para internos em Atambua, muitos abandonam os estudos. Se trata de um Asrama (internato) masculino porque as meninas encontram facilmente a possibilidade de continuar seus estudos em asramas femininos dirigido por religiosas.

Assim, a construção do Asrama facilitará e permitirá o acesso à educação para muitos jovens, evitando, assim, o abandono de seus estudos ao chegar o ensino médio. Os destinatários do internato serão cem meninos entre 12 e 15 anos, estudantes do ensino fundamental, com a possibilidade de acolher no futuro estudantes de ensino médio. Estes jovens vêm principalmente das áreas rurais de Belu e Malaka, lugares de onde muitas vezes estes jovens têm de se deslocar para estudar no ensino fundamental e médio porque em suas cidades existem apenas escolas de ensino fundamental ou pela falta de escolas de qualidade nos locais onde residem.

CONTEXTO SOCIAL E EDUCATIVO DE ATAMBUA (INDONÉSIA)

A Indonésia, oficialmente República da Indonésia, é um país insular localizado entre o Sudeste da Ásia e a Oceania. Em uma área de mais de 2,000.000 de km2 vivem 252 milhões de pessoas, é desta forma o quarto país mais populoso do mundo.

O país está classificado em 108˚ no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano[1] desenvolvido pelas Nações Unidas, com um valor de 0,68. Sua expectativa de vida é de 68,8 anos e a população abaixo da linha da pobreza, vivendo com menos de US$1,25 por dia, chega a 16%. (Dados do PNUD e do Banco Mundial 2014)

Aproximadamente 55% da população ativa da Indonésia se dedica à agricultura, quer como proprietários de pequenas fazendas ou como trabalhadores em outras propriedades, pelo que geralmente vivem da agricultura de subsistência.

Atambua está localizada na ilha de Timor, sendo a capital do distrito de Belu da província de Nusa Tenggara Timur da Indonésia.

A cidade de Atambua é uma cidade multiétnica das tribos de Timor, Rote, Sabu, Flores, uma minoria étnica chinesa e imigrantes da ilha de Ambon. Tem 75,199 habitantes (37,244 homens e 37,955 mulheres). Localizado na área de Timor Ocidental, é um dos abrigos de refugiados de Timor Leste após sua independência em 1999.

A maioria da população de Atambua é católica (95%), vivendo de uma maneira que respeita outras religiões.

A EDUCAÇÃO EM ATAMBUA

No distrito de Belu, cuja capital é Atambua, existem 127 escolas de ensino fundamental e 37 escolas de ensino médio. A população em idade escolar (6-18 anos) é de 128,361 crianças e jovens (65,703 homens e 62,658 mulheres). Na idade de 7 a 12 anos, 95% frequentam a escola, mas à medida que a idade aumenta a porcentagem diminui (de 13 a 15 anos, 83%, dos 16 aos 18 anos, 63%).

Em Atambua, mais de 26,000 crianças e jovens estão em idade escolar, dos quais apenas 58% vão a qualquer um dos trinta e quatro centros educativos espalhados pela cidade. Especificamente na cidade existem vinte e cinco escolas de ensino fundamental (14 públicas e 11 privadas) frequentadas por um total de 11,640 estudantes, descendo de forma alarmante nove escolas de ensino médio (5 públicas e 4 privadas), frequentadas por 3,523 estudantes.

O ASRAMA

O Asrama visa garantir o acesso ao ensino médio a muitos jovens das áreas rurais, evitando assim o abandono de seus estudos. No internato será levada a cabo uma formação abrangente que tentará cultivar harmoniosamente a formação cultural com a dimensão religiosa e ética. Na parte da tarde, depois da escola, serão oferecidas atividades esportivas e será reforçada a formação dos internos em matérias como o Inglês, a informática ou a música, entre outras.

Os espaços e instalações da propriedade e do internato serão abertas a outras crianças e adolescentes da cidade, não residentes no internato, para que possam ser beneficiadas o maior número possível de pessoas neste projeto educacional, propiciando, assim, a abertura do espaço ao redor e o envolvimento da comunidade no projeto educativo.

Embora na área existam vários asramas que não fornecem alimentos para os alunos, pelas dificuldades organizacionais e econômicas implicadas, no projeto escolápio de Atambua optamos por oferecê-los. O objetivo é dar resposta aos problemas que existem na área de nutrição deficiente, com as correspondentes consequências para a saúde e para o desempenho acadêmico.

O terreno em que está localizado o internato tem um grande espaço que será utilizado para o cultivo de vegetais, frutas e legumes e cuidado de animais (principalmente galinhas e porcos). Esta pequena exploração agropecuária é destinada a sustentar e alimentar o internato, reduzindo, assim, o custo de operação e promovendo a sustentabilidade. Parte da formação integral do internato será a colaboração, por turnos, com o trabalho na fazenda. Da mesma forma, os alunos irão colaborar nas tarefas da cozinha, limpeza da casa e lavanderia, uma vez que acreditamos que é um valor educativo importante.



[1]Indicador social criado pelas Nações Unidas e que avalia três parâmetros estatísticos: vida longa e saudável, educação e padrão de vida